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O SENHOR de SÁNDARA - Um Romance Psicodinâmico

 

O livro "O senhor de Sándara" inaugura um gênero literário de alto valor pedagógico: o romance psicodinâmico , inédito no mundo das letras e cujo profundo significado será conhecido e admirado no futuro . Escrito pelo pensador Carlos Bernardo González Pecotche, é considerado um marco luminoso na extensa obra do autor, por descrever os trechos iniciais do aperfeiçoamento, que todo o ser humano pode percorrer, se decidir transformar-se em artífice de sua escultura pessoal e colaborador numa grande obra de reconstrução humana. Na concepção do autor, evoluir e servir à humanidade são os dois grandes objetivos da vida do ser humano.

As personagens do romance têm um dinamismo ímpar, transcendendo o cárcere das linhas e folhas; as alternativas de sua existência ultrapassam o final da leitura, para se transformar em sinais luminosos no agitado mar da vida cotidiana do leitor. Por tal motivo, cada nova leitura é uma experiência diversa; as personagens evoluem nesta repetição dinâmica, a fugir da monotonia das criações estáticas, para alcançar a vibração e a luminosidade de tudo quanto se renova pelo movimento.

Não é uma leitura para quem pretenda matar o tempo. Dentro da ampla concepção do autor, tempo é vida, e, ao perdê-lo, partes dela se vão, sem possibilidade de recuperação. O tempo de vida do ser humano pode transcender a mensuração limitada das horas, dias e  anos definidos entre o instante do nascimento e o da transição para a morte. Essa ampliação do tempo alcança a da vida. Pode-se viver muito ou pouco, dependendo dos conhecimentos que se tenha.

Em um brilhante artigo escrito na década de quarenta, o pensador dizia que a lei do tempo é, como todas as leis universais, justa e exata; e é lei porque fixa, sem distinção, normas e regras inexoráveis. Assim demonstra o fato de que o tempo perdido não pode ser mais utilizado; é como um pedaço de vida que se desperdiça e não pode ser mais incorporado a ela. E, numa conferência pronunciada em Córdoba em 1949, “muitos momentos do dia passam em branco porque a mente, distraída por completo, se submerge na penumbra. Como é natural, estes trechos de tempo são pedaços de vida que se vão, por não se experimentar no curso dos mesmos a sensação de existir".

O autor, conhecido no mundo do pensamento como o criador de uma nova ciência, a Logosofia, empenhou-se anos a fio na preparação de uma obra grandiosa, que foge à vulgaridade, à ilusão, à tragédia, para, no mais puro realismo, levar a reflexão do leitor a voltar-se para si e encaminhar, com a devida seriedade, a solução do delicado problema de seu destino.

Escrito por:  Nagib Anderáos Neto
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