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Nagib Anderáos Neto

Acidentes e Responsabilidades

 

Ao se optar por viver em concentrações urbanas,que se ampliam desordenadamente, potencializaram-seos riscos de acidentes nos lares, ambiente de trabalho, transporte, lazer, atividade humana em geral.  

O acidente e o incidente, em geral, não são acontecimentos fortuitos, ou obra do destino, senão a conseqüência da imprevisibilidade, falta de atenção, desinteresse e ignorância. 

Se as cidades crescem desordenadamente, se há falhas nos projetos, nas máquinas e na manutenção;se não se cuida devidamente do meio ambiente e dos seres humanos, toda a sociedade é responsável: os governos, em todos os níveis, e as pessoas, que, por vontade ou falta dela, permitem o continuísmo na administração pública, a ineficiência, a desumanidade.Todos têm sua parcela de responsabilidade. 

Todo acidente tem uma causa e quase sempre poderia ser evitado. Dois fatores determinam, isolada ou combinadamente, qualquer um: uma condição e um ato inseguros. Por detrás deles estão os erros, os quais se sucedem em cadeia, e causadores de pequenos acidentes, como de grandes catástrofes. A sua análisenos levará à conclusão que ele poderia ser evitado. Há causas psicológicas sempre presentes: a pressa, a desatenção, a falta de treinamento e o desinteresse pelo que se realiza.  

A desatenção é um estado de torpor psicológico, ausência, que nos faz estar em muitos outros lugares distantes daquele no qual nos encontramos, desviando o foco da inteligência daquilo que realizamos. Essa ausência mental é causadora de muitos acidentes. É necessário cultivar o hábito da atenção no que se faz para evitar pequenos e grandes transtornos. Um instante de desatenção poderá nos tirar a vida ao atravessar uma via pública ou dirigir falando num celular. 

E de onde provém a desatenção? Qual a causa? 

Todos vivem muito apressados, pressionados por compromissos e horários, numa louca e absurda carreira que chega a comprometer a saúde física e psicológica. Ao fazer tudo apressadamente, a qualidade do que se realiza fica comprometida; a correria leva ao automatismo, à desatenção, ao desprezo pelos detalhes,que mereceriam um olhar mais detido e cuidadoso. É como se as pessoas corressem atrás de um futuro que não chega nunca; e almejassem um final sobre o qual se precipitassem sem saber seu significado. 

A pressa é uma doença causadora de erros, acidentes e desentendimentos; urticária psicológica, que atormenta, tornando as pessoas desatentas, esquecidas, ineficazes. Leva-nos a falar demais, correr e ser superficial; uma fuga, incomoda hóspede psicológica, uma incompreensão, falta de conhecimento. Por detrás dela há um defeito, a impaciência, doença moderna que danifica o sistema nervoso.

No livro Deficiências e Propensões do Ser Humano, o educador González pecotche afirma que “o impaciente é um escravo do tempo, desse tempo fantasmagórico que nada tem a ver com o autêntico, que tão frequentemente o homem dissipa em banalidades, justamente por desconhecer seu real valor. ” E que“ a paciência é uma das virtudes mais valiosas e também mais difíceis de alcançar. Todavia, sua posse não é impossível, seguindo-se rigorosamente o processo de compreensão, adestramento e realização que a colocará em seu alcance. “

 Saber esperar é o mesmo que saber viver, desde que a espera não seja passiva, a que faz sofrer.  

O desatento é facilmente enganado, por ser a ingenuidade fruto da esterilidade mental, sinônima de inconsciência. A desatenção leva ao descuido e à irresponsabilidade, a prejudicar as pessoas em qualquer atividade. 

A atenção e o cuidado são predicados indispensáveis para se evitar acidentes, cujas consequências podem ser males irreparáveis.

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